
Como baixar a prestação do crédito habitação em 2026?
As oscilações das taxas de juro, nomeadamente da Euribor, têm um impacto direto no orçamento de milhares de famílias portuguesas. Quando a prestação da casa sobe ou se mantém num patamar desconfortável, a margem para outras despesas diminui drasticamente, gerando stress financeiro.
As boas notícias é que não tem de ficar de braços cruzados à espera que as taxas desçam por si só. Existem várias estratégias no mercado bancário que lhe permitem renegociar as suas condições e conseguir um alívio imediato no final do mês. A chave está em conhecer as suas opções.
Está com dificuldades em pagar o seu crédito habitação? Leia as opções que tem para baixar a prestação.
1. Renegoceie as condições do crédito com o seu banco
O primeiro passo para baixar a prestação é dirigir-se ao banco onde tem o empréstimo para manifestar a sua vontade (e necessidade) de rever o contrato. O mercado é dinâmico e as condições que aceitou há cinco ou dez anos não têm de ser as mesmas até ao final do contrato.
Para evitar perder o cliente, o banco pode sugerir-lhe novas opções:
- Negociar o spread*: Tente baixar a margem de lucro cobrada pelo banco. Em 2026, muitos bancos estão a oferecer spreads muito competitivos, muitas vezes abaixo de 0,8%.
- Mudar de regime de taxa: Alterar de taxa variável para taxa mista ou fixa pode proteger o seu orçamento de futuras subidas ou garantir uma estabilidade imediata na mensalidade. Também pode pedir para mudar o prazo da Euribor (de 12 meses para 6 ou 3 meses, por exemplo).
- Alterar o prazo de pagamento: Se a sua idade no final do contrato o permitir, pode pedir para alargar o prazo do empréstimo. Pagará juros durante mais tempo, mas a mensalidade desce imediatamente.
Lembre-se: os bancos são obrigados por lei a apresentar propostas de renegociação a clientes com taxa variável e valor em dívida até 300 mil euros, se a taxa de esforço for igual ou superior a 50%, ou se tiver atingido 36% devido a uma subida abrupta dos juros no último ano.
2. Avance com uma transferência do crédito
Se o seu banco atual não estiver disposto a melhorar as condições ou a proposta ficar aquém do esperado, mudar a dívida para outra instituição é a solução mais procurada atualmente.
A transferência de crédito habitação é um processo cada vez mais simples e, hoje em dia, a maioria dos bancos de destino suportam os custos da mudança (como comissões de abertura, avaliação e notariado) para atrair novos clientes.
Através da transferência de crédito habitação, pode aceder a:
- Redução da Taxa Anual Nominal (TAN) global.
- Uma campanha de taxa mista a curto prazo (1, 2 ou 3 anos) com juros promocionais mais baixos que a Euribor atual.
- Mudança da apólice do Seguro de Vida para uma seguradora independente, o que em muitos casos chega a representar uma poupança de 60% face aos seguros exigidos pelos bancos.
Para avançar, terá de informar o seu banco atual com 10 dias de antecedência.
3. Tem mais créditos? Faça uma consolidação
A prestação da casa é apenas uma parte do problema? Se tem outros financiamentos, como créditos automóvel, créditos pessoais ou cartões de crédito, a solução ideal pode ser consolidar todos num só.
Tendo um financiamento hipotecário (que serve de garantia), é possível aglomerar as restantes dívidas de consumo. Desta forma, passa a pagar uma única prestação, com uma taxa de juro muito mais atrativa do que a dos cartões de crédito e com um prazo alongado. A prestação mensal global desce substancialmente, garantindo-lhe o oxigénio orçamental que precisa para o dia a dia.
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